Quando acordei e abri a janela do meu quarto, e ali vi o sol forte que clareava meu rosto pude ver que ele é exatamente como você, o brilho dele é quase tão forte quanto o brilho de teus olhos. Você parece aprender com ele, pois ele veio entrando, invadindo meu quarto, clareando tudo, deixando tudo mais bonito, assim como você fez em meu coração, entrou sem bater, na verdade acho que abri as portas pra ti, as escancarei, e pedi “entra, vem aqui morar com meu amor que anda tão só” e você veio, fez pro meu amor companhia, fez meu sorriso renascer novamente, aquele que vem lá do coração, acho que você ali me fazia cócegas porque até gargalhadas eu tinha voltado a dar. Me passou pela cabeça tatuar teu nome ali pertinho do coração, mas você me disse, “não precisa mostrar aos outros que estou aqui, me esconde pra ti” .. e ali pude compreender que quando há amor por dentro, o que há por fora já não importa, para encontrar o amor, basta abrir a porta. (Filosofias-banais)
(Source: filosofias-banais)
(..) Sabe ta tudo tão estranho, e como eu queria poder dizer que é apenas ultimamente, mas não é, já faz tempo que o frio não vai embora, sinto meu corpo tremer, como se dentro de mim existissem icebergs que se movem por minh’alma, sinto vontade de rasgar meu peito e tirar para fora meu coração, observá-lo, cuidá-lo, aquecê-lo novamente, depois poder envolve-lo em uma corrente, e espalhar cadeados por todos os lado .. para que ninguém possa invadi-lo, não quero ninguém entrando e saindo daqui, não quero pessoas indecisas, pessoas apresadas, apressadas em me deixar, pessoas que me deixam nelas confiar, que me fazem tudo entregar, e depois vão embora pela porta do fundo, enquanto eu adormeço e sonho em viver em paz, e quando desperto já é tarde demais, encontro apenas bilhetes dizendo adeus, sem mencionar aqueles que nem o dizem, e me deixam na esperança de que um dia voltaram, mas como dizem, esperar cansa, e eu já estou exausta. E quando finalmente encontro alguém que não me invada, que espere enquanto eu dou lentos passos até a porta, sempre ouço, ” - me desculpe, foi engano ” .. é quando volto a sentar-me com meu velho cobertor e minha xícara de chá, já gelado, feito meu velho coração, surrado, machucado, quebrado, despedaçado, já sem forma ou cor. Assim meus dias vão se passando, e eu permaneço aqui imóvel, parada no tempo, tempo este que dizem curar tudo, mas que para mim parece fazer o efeito contrário, pois quanto mais ele passa, mais me sinto vazia, fria, mais distante daquele paradoxo mental. Já são vagas as lembranças que eu tenho do amor, lembro-me de cheiros e gostos apenas, pois as formas já se desfazem em minha mente, eu era feita dele, movida por ele, mas minhas esperanças já se foram, minhas forças se acabaram, o amor não existe mais, e eu, será que ainda existo ? (..) (Filosofias-banais)
(Source: filosofias-banais)