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"Detesto me prender, me apegar, me fixar a alguém, eu detesto tudo isso, mas sempre faço. É incrível, nunca muda!" 

Tatiane Nunes (via perpetu-ar)

(via oisoumuitociumenta)


"Vou deitar, pensar, pensar, pensar, planejar, ter saudade de você e quem sabe, com sorte, eu durmo." 

Caio Augusto Leite  (via rockandsoda)

(Source: s-u-t-i-l-m-e-n-t-e, via oisoumuitociumenta)


"- Tá vazio, pequena?
- O quê, Zé?
- O coração.
- Não Zé, tá transbordando.
- De amor?
- De decepção." 

(via adoravel-solidao)

(Source: her0ina, via eucanseideserbobo)




"Mas o que é que você quer, menina? - perguntou-me já exausto de tanta teimosia. Eu o encarei no fundo dos olhos e fui sincera: Quero colo." 

Caio Fernando Abreu    (via adoecida)

(Source: leveoutubro, via g4rota-1nsana)


Quando acordei e abri a janela do meu quarto, e ali vi o sol forte que clareava meu rosto pude ver que ele é exatamente como você, o brilho dele é quase tão forte quanto o brilho de teus olhos. Você parece aprender com ele, pois ele veio entrando, invadindo meu quarto, clareando tudo, deixando tudo mais bonito, assim como você fez em meu coração, entrou sem bater, na verdade acho que abri as portas pra ti, as escancarei, e pedi “entra, vem aqui morar com meu amor que anda tão só” e você veio, fez pro meu amor companhia, fez meu sorriso renascer novamente, aquele que vem lá do coração, acho que você ali me fazia cócegas porque até gargalhadas eu tinha voltado a dar. Me passou pela cabeça tatuar teu nome ali pertinho do coração, mas você me disse, “não precisa mostrar aos outros que estou aqui, me esconde pra ti” .. e ali pude compreender que quando há amor por dentro, o que há por fora já não importa, para encontrar o amor, basta abrir a porta. (Filosofias-banais) 

(Source: filosofias-banais)


"Estar sozinho é engraçado, louco, angustiante, libertário e triste, tal qual estar com alguém. No entanto, estar sozinho é absolutamente o oposto de estar com alguém. Estar sozinho é fechar as mãos no nada quando se atravessa a rua correndo e não se tem uma mão para segurar. É acordar sem saber o que será do dia porque planejar sozinho dá preguiça. É falar a coisa mais engraçada do mundo para alguém que não vai rir, porque ninguém te entende tão bem. É ficar louca sem cúmplice. Não tem graça ser fora da lei sozinho. É querer contar tanta coisa para alguém, mas para quem? A vida simplesmente acontece para quem está sozinho, às vezes sem que a gente perceba, pois é mais fácil ter noção de si mesmo através de outra pessoa. Estar sozinho é fazer dengo sozinho na cama, sem ninguém para apenas encaminhar o ombro um pouco mais perto. É comer doce demais porque sua boca precisa de um incentivo para continuar salivando vida. É comer doce demais porque estar sozinho dá uma tremedeira estúpida de hipoglicemia. É o doce que substitui mal e amargamente o sexo. Estar sozinho é dormir até tarde no domingo. Não para congelar o tempo na alegria, mas para fazer de conta que o tempo não existe. É conviver com a ansiedade de que você pode encontrar alguém especial a cada esquina, então você tenta ficar bonita. Mas seus olhos não mentem o cansaço da espera e a tristeza de estar solta, e você fica feia. É ter a sensação de que ninguém te olha, pelo menos não como você gostaria de ser olhada. Estar sozinha é estar solta e, no entanto, é estar amarrada ao chão porque nada te faz flutuar, sonhar, divagar. Estar sozinho, ou estar sozinha, pode acontecer com qualquer um. E você torce para que aconteça com a sua melhor amiga, ou com aquele homem que você gostaria de experimentar como uma pílula para a sua solidão. Estar sozinha é não suportar ouvir a palavra solidão porque ela faz sentido. E o sentido dela dói demais. Estar sozinho é ter uma risada nervosa, de quem segura um grito e um choro enquanto ri. Um riso falso para se convencer de que é possível ficar sozinho sem ficar deprimido. Estar sozinho é usar roupas provocantes sem se sentir sexy com elas. É conferir a caixa de e-mails com uma freqüência que beira a compulsão. É chorar do nada. É acordar do nada. É morrer de medo do nada que fica no estômago. Estar sozinho é uma coisa física, ou melhor, é a falta dela. Você se sente oco por dentro, por isso aquele respiro profundo de lamentação. É cogitar enlouquecer. O ombro pesa porque é tenso ficar sozinho. E porque não tem ninguém pra te fazer massagem também. Quando chove, venta, escurece, e você está sozinho, você lembra de Deus e do quanto é pequeno. Estar sozinho é se aproximar de Deus por piedade própria e não por agradecimento, que é o que nos faz aproximar Dele quando estamos amando. Estar sozinho é detestar ficar em casa. Ficar em casa sozinho, quando se está sozinho, é muita solidão. Então você sai, só para não ficar em casa sozinho. E descobre o quanto você é sozinho. E volta pra casa sozinho, e chora vendo fotos. Estar sozinho é implorar paixão e loucura com um olhar para o carro ao lado, segundos antes de você ver que ele não está sozinho. É trabalhar para passar o tempo e só conseguir escrever títulos, roteiros, spots e textos chatos, sem inspiração. É procurar um olhar pela rua e andar por aí com cara de louco. É estar pronta para algo novo e não agüentar mais dias iguais. É ocupar a vida de açúcar, intrigas, fofocas, encrencas. Aventuras tortas. É ocupar a vida dos outros com reclamações, lamentações, dúvidas e carências. Resumindo: estar sozinho é triste, enche o saco dos outros e deve fazer mal para a saúde." 

Estar sozinho, Tati Bernardi.   (via poetas-suicidas)

(Source: tatibernardicitou, via poetas-suicidas)


g4rota-1nsana:

Eu sempre achei que era você que eu queria até me decepcionar. Eu sempre achei que era você que eu sempre ia amar até você me mostrar, que não era bem assim, que depois todo amor tem um fim. Eu sempre achei, mas nem sempre o que achamos é o que vai acontecer. E foi por achar de mais que eu acabei por desfalecer em ideias erradas sobre o amor. Foi por esperar demais que hoje eu nem sei se acredito que isso que eu esteja sentindo seja mesmo amor, pode ser algo mais, algo como dor. Mas sabe o que é? Eu sempre acreditei no amor. Eu sempre acreditei que podia amar. Alias, agente sempre acredita em tudo até se decepcionar (…) g4rota-1nsana

g4rota-1nsana:

Eu sempre achei que era você que eu queria até me decepcionar. Eu sempre achei que era você que eu sempre ia amar até você me mostrar, que não era bem assim, que depois todo amor tem um fim. Eu sempre achei, mas nem sempre o que achamos é o que vai acontecer. E foi por achar de mais que eu acabei por desfalecer em ideias erradas sobre o amor. Foi por esperar demais que hoje eu nem sei se acredito que isso que eu esteja sentindo seja mesmo amor, pode ser algo mais, algo como dor. Mas sabe o que é? Eu sempre acreditei no amor. Eu sempre acreditei que podia amar. Alias, agente sempre acredita em tudo até se decepcionar (…) g4rota-1nsana


(..) Sabe ta tudo tão estranho, e como eu queria poder dizer que é apenas ultimamente, mas não é, já faz tempo que o frio não vai embora, sinto meu corpo tremer, como se dentro de mim existissem icebergs que se movem por minh’alma, sinto vontade de rasgar meu peito e tirar para fora meu coração, observá-lo, cuidá-lo, aquecê-lo novamente, depois poder envolve-lo em uma corrente, e espalhar cadeados por todos os lado .. para que ninguém possa invadi-lo, não quero ninguém entrando e saindo daqui, não quero pessoas indecisas, pessoas apresadas, apressadas em me deixar, pessoas que me deixam nelas confiar, que me fazem tudo entregar, e depois vão embora pela porta do fundo, enquanto eu adormeço e sonho em viver em paz, e quando desperto já é tarde demais, encontro apenas bilhetes dizendo adeus, sem mencionar aqueles que nem o dizem, e me deixam na esperança de que um dia voltaram, mas como dizem, esperar cansa, e eu já estou exausta. E quando finalmente encontro alguém que não me invada, que espere enquanto eu dou lentos passos até a porta, sempre ouço, ”  - me desculpe, foi engano ” .. é quando volto a sentar-me com meu velho cobertor e minha xícara de chá, já gelado, feito meu velho coração, surrado, machucado, quebrado, despedaçado, já sem forma ou cor. Assim meus dias vão se passando, e eu permaneço aqui imóvel, parada no tempo, tempo este que dizem curar tudo, mas que para mim parece fazer o efeito contrário, pois quanto mais ele passa, mais me sinto vazia, fria, mais distante daquele paradoxo mental. Já são vagas as lembranças que eu tenho do amor, lembro-me de cheiros e gostos apenas, pois as formas já se desfazem em minha mente, eu era feita dele, movida por ele, mas minhas esperanças já se foram, minhas forças se acabaram, o amor não existe mais, e eu, será que ainda existo ? (..) (Filosofias-banais) 

(Source: filosofias-banais)


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